
Queria confessar-te que há entre nós um sentimento que o tempo, ou o Homem, não apagam, vive dentro do nosso coração, alimenta-se daquilo que vivemos, dos sorrisos que trocámos, das lágrimas que partilhámos, de toda a felicidade que sentimos. Recorda-te de mim… não do que fui, ou do que sou… mas recorda-te da imagem que eu refletia nos teus olhos. Se eu pudesse fugia contigo para uma ilha distante, recomeçava do zero, libertava-nos da identidade, dos rótulos, dos compromissos, das obrigações e das promessas, vivia de mar, de areia, de sal e de amor: do meu por ti, do teu por mim e seríamos utopicamente felizes.


